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Tuesday, March 15, 2016

Quando as supermães precisam de superajuda


Hoje em jeito de desabafo, ouvi com todo o respeito, a confidência de uma Mulher.
Ao longo da conversa fomos abordando diferentes questões e rotinas, num contexto formal e relativamente familiar, até que assim de repente, como quem precisa muito de dizer e já não quer perder mais tempo a encontrar o momento certo, me confessa:
- Sabe eu agora também vou fazer um tratamento, porque estou doente. Estou com o início de uma depressão. Passei estes últimos dois anos a aguentar tudo e a lutar por todos e contra tudo e agora é a minha vez de ir abaixo. Mas mostro-me sempre forte!


Já não era a primeira vez que ouvia um discurso semelhante. Quem trabalha com pais, maioritariamente mães, ouve com alguma frequência relatos semelhantes onde todas as suas forças são postas na luta contra todas as adversidades que surgem com o marido, filhos, mãe/pai e outros familiares/amigos próximos, não se deixando sequer sofrer, falhar ou deixar de dar resposta/ajudar e, quando tudo passa, corpo e mente avisam que está na vez delas de serem ajudadas.

Não muito recentemente foi celebrado o dia da mulher, mas parece que se mantém a força da genética e cultura, ditando a norma no que respeita à definição inflexível de papéis e distribuição de funções no seio de um casal - família.

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